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Entidade Reguladora da Saúde Nº E135747

Medicina Tradicional Chinesa na luta contra o Parkinson

Face ao crescente envelhecimento da população a nível mundial, o número de pessoas afetadas por doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer, a Doença de Parkinson e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), tem vindo a aumentar consideravelmente a partir da década de 90. Desta forma, a Drª. Marta Dutra demonstra como a Medicina Tradicional Chinesa pode ajudar na luta contra o Parkinson.

Pessoa com Parkinson.

A Doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa com maior significado atualmente na população geriátrica, logo a seguir à doença de Alzheimer, prevendo-se que o seu número duplique até 2030. Apesar dos avanços no conhecimento dos seus mecanismos fisiopatológicos, os tratamentos baseados na Medicina Ocidental não têm impedido o seu aparecimento e progressão e os medicamentos habitualmente administrados são passíveis de efeitos colaterais que afetam a qualidade de vida dos pacientes, sobretudo nas fases mais avançadas da doença.

É com base na necessidade de encontrar soluções que respondam de forma eficaz a este problema crescente que a Medicina Tradicional Chinesa, sobretudo no que se refere à Acupunctura e Fitoterapia, tem vindo a suscitar a atenção não apenas dos meios científicos, mas também da população em geral.

O que é o Parkinson?

O Parkinson acomete pessoas de todas as idades, mas possui uma maior incidência em indivíduos com mais de 60 anos e do sexo masculino. Verifica-se uma degeneração ao nível das células dos gânglios basais e deficiência de neurotransmissores responsáveis pela precisão e coordenação de movimentos, o que está na origem de sintomas como: rigidez muscular, tremor, bradicinesia, instabilidade postural, marcha caracterizada por pequenos passos, cabeça ligeiramente flexionada e corpo inclinado para a frente, diminuição do volume de voz, dificuldade engolir, entre outros. Pode ocorrer também um comprometimento cognitivo, o que associado a um distúrbio motor gera incapacidade comparável a um AVC.

A Medicina Tradicional Chinesa privilegia como ponto de partida a descoberta da(s) causa(s) da patologia, sendo para isso fundamental encarar o ser humano como um todo, cujo funcionamento orgânico não poderá ser visto de forma estática: mente, emoção e corpo físico formam uma integridade, sabendo-se que uma reação numa das partes irá provocar uma influência no seu conjunto. Partindo daqui, têm sido também realizados estudos de relevo em Medicina Tradicional Chinesa que têm vindo a comprovar a sua eficácia, concluindo que a Acupunctura e a Fitoterapia Chinesa poderão retardar a progressão do Parkinson e atrasar a toma de medicamentos, bem como contribuir para uma melhoria acentuada da sintomatologia associadas à doença, sem efeitos secundários.

Acupunctura e a Fitoterapia Chinesa são uma mais valia para pacientes com Parkinson, devendo ser consideradas em conjunto com a Medicina Ocidental, quer para a obtenção de melhores resultados, quer para a diminuição dos efeitos secundários da medicação ocidental normalmente prescrita para esta patologia. De salientar ainda a importância de uma dieta adequada, com recurso à eliminação drástica de toxinas presentes na alimentação. Desta forma, deve também procurar outros hábitos que originem uma tonificação energética do organismo, como acupunctura e massagens terapêuticas, sono repousante, cultivo de uma mente sã e emoções equilibradas e a prática regular de exercício físico, tornando a prevenção numa regra obrigatória, a bem da promoção da saúde.

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