Saiba como deve ser a alimentação durante a gravidez

Saiba qual os cuidados na alimentação na gravidez.

Seguir uma dieta equilibrada é o segredo para preservar o bem-estar e o equilíbrio físico. E se, em condições normais isto é válido, durante os nove meses de gestação é ainda mais decisivo e deve merecer toda a atenção. A alimentação na gravidez é o início de um crescimento saudável no bebé.

A forma como o bebé, que cresce dentro do útero materno, se desenvolve é o resultado de tudo o que a mãe faz durante esse período – aquilo que come, bebe, fuma e inala passa para o sangue do feto. Desta forma, a vida intrauterina é um momento de enorme vulnerabilidade em que a exposição a qualquer fator ambiental, sobretudo alimentar, aquando da formação dos órgãos do feto, condiciona a morfologia. Assim como a sua predisposição para um maior risco de doenças metabólicas quer na idade pediátrica, quer na vida adulta.

Os fatores a que a grávida e, consequentemente, o feto estão expostos manifestam-se, muitas vezes, quando o bebé nasce com baixo peso para a idade gestacional, que poderá ser um sinal de malformação metabólica, ou, por outro lado, o bebé macrossómico (grande para a idade gestacional). Assim, patologias como hipertensão arterial, diabetes mellitus ou excesso de gordura corporal são alguns dos problemas que podem vir a manifestar-se no futuro. Durante a gravidez, as mulheres deverão ter especial atenção ao consumo de macro e micronutrientes, adequar às suas necessidades e às do desenvolvimento do bebé.

Em termos nutricionais, as necessidades em energia no primeiro trimestre mantêm-se iguais às necessidades de uma mulher não grávida. Posteriormente, aumenta aproximadamente 300Kcal em cada um dos trimestres subsequentes.

No que diz respeito aos micronutrientes, as necessidades em ácido fólico e em ferro aumentam muito. Não esquecendo o cálcio e a vitamina D, que são de igual modo importantes.

Exposição a agrotóxicos

A exposição a pesticidas e outros agrotóxicos, antes e durante a gravidez, pode interferir no papel de diferentes hormonas da mãe. Esta exposição a compostos que mimetizam ou antagonizam as hormonas, programa o feto para doença metabólica na vida adulta. Por exemplo, a exposição a compostos estrogénicos, predispõe para a obesidade na idade adulta.

Iodo: sim ou não?

O iodo é um oligoelemento essencial à vida. Uma vez que não é sintetizado pelo organismo, deverá ser obtido a partir de fontes alimentares. Em Portugal, pelos hábitos de consumo e por motivos geológicos, a população apresenta um défice moderado de iodo que, no caso das grávidas, pode acarretar consequências graves a nível do desenvolvimento cerebral do feto.

As recomendações alimentares e nutricionais devem adaptar-se a cada mulher. O ditado “comer por doisnão é o mais certo, a verdadeira ciência alimentar da grávida é sim, comer bem, de forma equilibrada, variada, completa tendo em conta as necessidades individuais, permitindo o aumento de peso dentro dos intervalos recomendados.

Leia também o artigo sobre a higiene do sono para proporcionar uma vida mais saudável aos seus filhos. Também não se esqueça de fazer anualmente análises ao sangue quer para si, quer para o seu filho.

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